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Infecção urinária é mais comum em mulheres: saiba como evitar!

Potado por: Jornalismo - quarta-feira, 17 de dezembro de 2014 | 14:46



Dor ou ardor ao urinar, pressão ou cólica na parte de baixo do abdômen, vontade de urinar com frequência ou ainda expelir uma urina turva ou com sangue. Atenção a estes sintomas, pois eles podem indicar uma infecção urinária conhecida como cistite, doença causada por bactérias que entram pela uretra e chegam à bexiga. O problema atinge mais mulheres do que homens e a explicação é simples. Na mulher, o canal que leva a urina da bexiga até o meio externo é mais curto e, por ser próximo ao ânus, a chance de infecção na região é maior.


Pessoas mais frágeis ou que já têm alguma doença do trato urinário apresentam maior facilidade de infecção. O surgimento ou a repetição das infecções urinárias pode ser o sinal de uma piora do sistema imunológico que, se constatada, deve ser investigada."As cistites são tão comuns em mulheres que uma infecção isolada não é de enhuma maneira um sinal de alarme ou de doença subjacente. A cada ano, cerca de 10% das mulheres adultas apresentam um episódio de cistite. No caso dos homens, uma infecção crônica da próstata pode levar a infecções urinárias de repetição", ressalta Thiago.
Como funciona o sistema urinário? Ele é composto pelos rins, ureteres e a bexiga, sendo a uretra a responsável pela filtragem e eliminação de substâncias nocivas do organismo. A urina, depois de filtrada pelos rins, segue pelos ureteres e fica armazenada na bexiga. Aí, para ser expulsa, ela percorre um canal chamado uretra. Por isso, uma infecção em algumas destas regiões compromete a saúde do sistema urinário.

A infecção que afeta apenas a bexiga e uretra é conhecida como "infecção baixa" ou cistite. "Ardor ao urinar (usualmente uma sensação de queimação no canal da uretra durante a passagem da urina), urgência e necessidade frequente de urinar com pouca saída de urina por vez são os sintomas. Mas nem sempre essas três características estão presentes. Em idosos e crianças novas, por exemplo, eles podem ser vagos e até inespecíficos", explica o médico geriatra Thiago Mônaco.

Já a "infecção urinária alta" ou pielonefrite é o processo infeccioso que chega ao rim e, muitas vezes, apresenta um quadro clínico mais grave. Entre os sintomas estão as dores nas costas, febre alta, náuseas, além dos próprios sintomas da cistite. Thiago Mônaco reforça ainda que o agente causador mais comum da infecção urinária, seja ela alta ou baixa, é a bactéria Escherichia coli. Esta que é encontrada frequentemente no intestino. Apesar de ser um caso mais raro, a doença também pode ser causada por outras bactérias, fungos e até vírus.

"Vale lembrar que estas bactérias podem chegar ao trato urinário simplesmente pelo sangue. Isto é, circulam na corrente sanguínea vindas de diversas fontes e, como nosso sangue é constantemente filtrado pelos rins, acabam caindo na urina durante essa filtração", reforça Thiago, professor doutor da disciplina de geriatria na Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro, em São Paulo. Além disso, outra provável causa é o ato sexual, no qual essas bactérias podem ser levadas do períneo (músculo que sustenta os órgãos sexuais) para a uretra e resultar, assim, na infecção.Higiene é fundamental!

Como as infecções urinárias podem ocorrer em qualquer local do canal urinário, é essencial que as pessoas tenham certos cuidados nas áreas íntimas. "Uma má higiene íntima, corrimentos, alimentação inadequada e baixa imunidade estão entre as principais causas da infecção", diz o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli. O especialista também é autor de Gestação – Mitos e verdades sob o olhar o obstetra. "Normalmente, o diagnóstico é clínico, acompanhado do exame de urina", reforça o ginecologista.

Infecção urinária na gravidez

As grávidas precisam redobrar a atenção com a doença. Durante a gestação ocorrem algumas alterações fisiológicas, entre elas a dilatação dos órgãos que compõem o sistema urinário, diminuição do espaço para a bexiga e algumas modificações imunológicas. Por isso, as grávidas ficam mais suscetíveis a complicações e sequelas graves decorrentes das infecções do trato urinário. Assim, caso a infecção urinária não seja descoberta precocemente ou tratada do modo correto, ela pode atingir os rins e evoluir para um quadro de infecção generalizada. E isso pode aumentar as chances de um aborto espontâneo. 
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