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Professora itaperunense de Educação Física recebe reconhecimento internacional

Potado por: Jornalismo - terça-feira, 16 de junho de 2015 | 10:41

O ESTUDO FOI APRESENTADO AO COLÉGIO AMERICANO DE MEDICINA DO ESPORTE (ACSM), EM OUTUBRO DE 2014, E A APROVAÇÃO VEIO EM FEVEREIRO DESTE ANO.

Uso do carboidrato como recurso ergogênico (substâncias ou artifícios utilizados com o objetivo de melhorar o desempenho esportivo e a recuperação após o exercício), sendo utilizado de forma diferente, em que os atletas não necessitassem ingerir o suplemento, mas sim, o mesmo fosse bochechado. O estudo, criado ano passado, foi desenvolvido pela professora Raysa Fontes Martins, acompanhado pelo orientador Marco Machado. Raysa se formou em Educação Física na Fundação Universitária de Itaperuna (FUNITA), em 2010; já em 2014, bacharelado na Universidade Iguaçu (UNIG). 

Em Itaperuna, os atletas escolhidos para o experimento foram do Projeto Godoy. Todos eles, corredores de rua, foram submetidos ao teste de esteira, durante uma hora, em intensidade alta. Eles realizavam o bochecho com o carboidrato antes de iniciarem o teste e meia hora depois. Todos tinham a frequência cardíaca e a percepção subjetiva de esforço monitoradas. Os testes duraram em torno de três meses e o resultado foi melhora considerável no desempenho físico.

Durante entrevista, a professora explicou detalhes do processo. “Apenas a presença de líquido carboidrato estimula os quimiorreceptores existentes em nossa cavidade bucal que ativam regiões cerebrais relacionadas ao controle motor e a motivação. Em atividades intensas relativamente curtas (45min/1h15min.), este mecanismo gera uma melhora na performance. Portanto, em atividades destas condições não há a necessidade de ingestão do carboidrato, apenas o enxague bucal já é suficiente. Este estudo comprova que o enxague bucal com o carboidrato otimiza o desempenho físico do atleta sob um efeito central, ou seja, está ligado ao cérebro e não ao metabolismo”, explicou Raysa.

Estudo é aprovado em congresso nos Estados Unidos

A professora enviou o estudo ao Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), em outubro de 2014, e a aprovação veio em fevereiro deste ano. “Este é um dos melhores congressos do mundo relacionados a Medicina Esportiva e é com muito orgulho e bagagem extensa que volto dos USA. O 62nd Annual Meeting of the American College of Spors Medicine, World Congresso in Exercise is Medicine and World Congresso in The Basic Science of Exercise Fatigue foi realizado de 26 a 30 de maio, no San Diego Convention Center, na cidade de San Diego, Califórnia, EUA, No congresso deste ano foi enfatizado a fadiga promovida pelo exercício, desde a anatomia e fisiologia do músculo esquelético até as doenças neuromusculares”, enfatizou.  

O congresso deste ano teve participação de mais de seis mil pessoas de vários países, sendo pouco mais de 230 brasileiros. A próxima edição do Encontro Anual do ACSM será realizada de 31 de maio a 4 de junho de 2016 na cidade de Boston, Massachusetts. E, Raysa pretende submeter mais uma de suas pesquisas. “Graças ao apoio da universidade UNIG pude ir à busca de conhecimento científico e excelência profissional e ao professor Godoi que me deu toda força e disponibilidade. Quero também agradecer a todos os alunos, que são atletas de elite. Muito obrigada aos nossos queridos atletas, que participaram voluntariamente de todos os testes com muito empenho e vigor. Essa conquista é nossa!”, comemorou.  







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